sábado, 4 de maio de 2013

A Fábrica de Sapatos "A. Justa" - Dia 4

E o quarto dia foi mesmo para pôr as mãos à obra!
Comecei por cortar à medida um pedaço de poliestireno extrudido ou, para os amigos, roofmate.
Feito isto passei para a parte que mais medo me mete neste projecto: o sector plate!
Comecei por arranjar um troço de via à medida. Tive sorte, pois encontrei um que me tinha sobrado da Mina de Enxobregas que media praticamente o mesmo que o sector plate, tendo bastado cortar uns 2 cm num dos carris e um pouco menos que isso no outro.
A seguir passei para o sector plate propriamente dito.
Esta peça móvel foi construída com uma base de Evergreen de 0,4 mm (pensava que tinha de 0,5 mm...) sobre a qual assenta o sector plate, composto por uma placa do mesmo material, com o tamanho da linha e largura q.b. para respeitar o gabari, e um pedaço de corticite de 4 mm onde, finalmente, assenta a via.
Para me facilitar a vida, a primeira coisa que fiz foi um molde em cartão, o qual que serviu para cortar as peças do sector plate.
Da esquerda para a direita, a via do sector plate, o molde de cartão, a peça de plástico do sector plate e, em cima da folha para melhor se ver, a corticite que servirá de base à via.
Tendo as 3 peças da parte móvel prontas, passei para o pivot do sector plate. Matutei bastante tempo sobre como fazê-lo, até que, finalmente, optei por usar o que já tinha em casa. Assim, o sector plate será fixado com um pedaço de varão de cobre com cerca de 4 mm de diâmetro o qual, por sua vez, ficará inserido num pedaço de plástico que se encontra embutido no roofmate e que foi feito a partir de uma esferográfica.
O tubo de cobre em cima do molde de cartão e o tubo de plástico em cima da corticite.
Teoricamente o sector plate mais a base ficariam com 5 mm de altura, excluindo a via. Como a placa de evergreen era de 0,4 mm e não de 0,5 mm como tinha pensado, acabou por ficar com uma diferença de 0,2 mm face ao previsto e ao resto da maquete - que ficou coberto com corticite de 5 mm. Sendo os 0,2 mm uma diferença tão pequena, a mesma é negligenciável.
Passei depois ao corte da corticite do resto da maquete. A forma mais fácil que encontrei foi cortar um pedaço do mesmo tamanho que o da maquete e de seguida, usando a base do sector plate como molde, cortei um canto da corticite que corresponde ao local do sector plate.
Os pesos que ali se vêem têm uma razão de ser: a corticite está num rolo há alguns anos e todo e qualquer trabalho que fala com ela obriga-me a deixá-la "em repouso" durante algum tempo.
 Terminado o corte, foi altura de fazer mais uma verificação do trabalho feito.
Tendo todas as peças cortadas resolvi fazer um último teste para ter a certeza que a diferença de 0,2 mm não ia afectar o trabalho final.
Um último teste foi o de verificar as peças todas juntas (mas sem haver ainda colagens entre elas) com o pivot. Vou ter que dar um pouco de lima numa das travessas da via pois bate no tubo de latão.
Fica uma última foto da peça de plástico onde o pivot se insere. Os roços que se vêem no roofmate foram um teste para a colocação dos fios... Não resultou!
Depois disto, comecei a colar as peças... aproveitei o tempo de secagem para parar para descansar. Amanhã também é dia.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

A Fábrica de Sapatos "A. Justa" - Dia 3

Feito o desenho, passei à fase de teste do mesmo. Se numa maquete normal as surpresas já são muitas quando se passa do desenho para a construção, numa coisa tão pequena como esta os desgostos ainda podem ser maiores.
O método usado foi simples: impressão do desenho do diorama a 1:1 em folha A3 (vantagens de se fazerem coisas tão pequenas) e colocação em cima do mesmo do material circulante que vai ser usado: um locotractor (já conhecido da Mina de Enxobregas - ou outro semelhante) e duas ou, no máximo, três vagonetas, sendo que neste último caso, a terceira vagoneta ficará estacionada enquanto as outras duas são manobradas.

Batendo tudo certo com o que se havia desenhado, previsto e planeado... Mãos à obra!
Bem, na verdade nem tudo correu assim tão bem! É que o desenho foi feito contando muito mal com o gabarit do material e o resultado foi ter que "descer" todo o esquema cerca de 1,5 cm e meio para ter espaço na linha do fundo.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

A Fábrica de Sapatos "A. Justa" - Dia 2

Decisão tomada sobre o que fazer à caixa!
Como tem que caber numa caixa de sapatos, o diorama/maquete irá ser realmente pequeno, com apenas 33 centímetros de lado por 13 de profundidade e 18 de altura. Tem também que ter algum interesse operacional para que, quando estiver pronto a usar, eu não caia para o lado a dormir de tédio ao fim de 5 minutos de brincadeira!
Com estas permissas no pensamento, chegou a hora de ir para o "estirador informático".
Desta vez usei o software de uso livre Scarm, que apesar de ser grátis é bastante poderoso. Quatro desenhos depois consegui chegar a isto:
No canto superior direito, dentro daquele rectângulo vermelho, fica um sector plate (agradeço a quem me souber traduzir isto para português - e não estou a gozar!). Como esta é uma artimanha sempre inestética, ficará escondido dentro de um edifício (sem "costas" para que eu possa accionar o sector plate). Este sector plate permite poupar espaço ao evitar o uso de uma agulha!  Falando em agulhas, o diorama apenas terá uma, a qual ficará na frente do mesmo, na zona que visível ao público. Do lado direito ficará um outro edifício (representando com cor salmão-fora-de-prazo) o qual irá esconder a linha onde as composições irão ser formadas ou "manobradas" (quando for necessário inverter o tractor, por exemplo), sendo tais operações feitas com retirada à mão das vagonetas.

Um agradecimento ao Luís Lopes por me ter apresentado o Scarm.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

A Fábrica de Sapatos "A. Justa" - Dia 1+15 minutos

Pensando melhor, acho que vou usar a caixa para outra coisa qualquer! Se os meus amigos descobrem que ando a fazer bordados, passarei a ser o gozo da malta! Cambada de preconceituosos!

Mas vou fazer o quê?

Já sei! Vou usá-la para guardar um diorama! É isso! Um diorama em H0e!

A Fábrica de Sapatos "A. Justa" - Dia 1

O que é que faço com esta caixa? Deito-a fora ou uso-a para qualquer coisa?

Já sei! Vou usá-la como estojo dos apetrechos dos meus bordados!

Nota: A frase "Camel Active" nada tem a ver com o dono da caixa (e dos sapatos que nela vinham)!

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Exposição de Modelismo em Oeiras


Exposição Nacional de Modelismo Ferroviário em Oeiras
- Palácio do Egipto -

Nos dias 15 e 16 de Junho de 2013 vai decorrer em Oeiras, no Palácio do Egipto, uma exposição de Modelismo Ferroviário.
Trata-se de uma mostra nacional, onde todos os interessados pela temática do “modelismo ferroviário”, caso estejam interessados, poderão expor os seus trabalhos e desta forma participar, associando-se assim à iniciativa.
Esta mostra nacional de modelismo ferroviário está aberta à participação de:
- Módulos Maquetren©;
- Maquetas isoladas funcionais ou não de qualquer escala;
- Dioramas e “show cases”;
- Material circulante construído de raiz ou transformado;
- Modelos.
Está previsto o uso de vitrinas para exibição dos trabalhos mais pequenos ou delicados. No decorrer da exposição está planeada a construção e decoração um módulo Maquetren©.
O evento conta com o apoio da Câmara Municipal de Oeiras, bem como de outras entidades. A participação é gratuita assim como a entrada do público.
Para inscrições ou esclarecimentos contactar:
- expo@comboioselectricos.com
- Telefone 214 415 077

Horário de abertura ao público:
- Dia 15/06 (sábado) e16/06 (domingo), das 12:00 às 18:00.

domingo, 23 de dezembro de 2012

Votos de Boas Festas e Bom Ano 2013


Ultimamente não tenho aparecido muito por aqui, quer por falta de vontade, quer por falta de temas (não tenho feito nada de modelismo), mas não podia deixar de passar por cá para desejar a todos



FELIZ NATAL
e
BOM ANO 2013