terça-feira, 3 de agosto de 2010

Mina de Enxobregas - IV

Embora não tenha colocado aqui nada nos últimos tempos, tal não significa que tenha estado parado.
Nas últimas semanas tenho feito (lentamente e sem qualquer tipo de pressa ou pressão) aquilo a que eu chamei de "Bairro Mineiro". Na realidade trata-se de um edíficio térreo, com 3 casas minúsculas, a fazer lembrar as casas de muitas vilas operárias de Lisboa.
Ficam as fotos do que fiz até ao momento e pela respectiva ordem cronológica:
  • Primeiro passo (sem imagem): desenhar as diferentes peças em papel. Estes desenhos servem para posterior referência na altura do corte das peças
  • Segundo passo: corte das diferentes peças em Evergreen de 1 mm. As peças eram:
    • 2 paredes grandes- frente e trás;
    • 2 paredes exteriores curtas - lados;
    • 2 paredes interiores;
    • 1 placa para o chão da casa  (sem imagem).
  • Terceiro passo: abertura das janelas e das portas nas paredes grandes
  • Quarto passo: colagem ao "solo" das duas paredes interiores. Estas duas peças servem não só para efeitos decorativos (separam o interior das três moradias), mas principalmente como reforço estrutural para a fase seguinte.
  • Quinto passo: pintura do solo, de forma a imitar terra batida (as casas serão bastante espartanas como verão)
  • Sexto passo: colagem das paredes grandes (frente e traseira das casas)
  • Sétimo passo: colagem das paredes exteriores laterais.
Seguir-se-ão a colocação das portas e janelas (já construídas em madeira de balsa), a construção do telhado (ui) e das chaminés (ui) e a pintura das paredes exteriores.


domingo, 18 de julho de 2010

Mina de Enxobregas - III

Aqui fica o resultado do trabalho dos últimos 2 ou 3 dias:
  • Pintura dos montes. Foram usadas tintas acrílicas da marca Deka, compradas em tempos na Pollux. A base foi em ocre, seguindo-se aguadas em siena e umbra;
  • Montagem da oficina (já feita anteriormente), refª 66800 da Noch e enfeitada com bidões, ferramentas e outros acessórios essencialmente da Preiser (e que estavam guardados há largo tempo à espera de uma oportunidade);
  • Construção com fósforos dos longos de suporte em madeira para a mina que, depois de colado no sítio, levou uma aguada de umbra;
  • Colagem de mais um pouco de placa de empedrado no muro de contenção ao lado da mina (refª. da Faller número 170825).
Finalmente, as fotos.

domingo, 11 de julho de 2010

Mina de Enxobregas - II

Mais imagens com os trabalhos feitos ultimamente:
  • Colei uma placa de empedrado no muro que dá para a via larga (usei a refª. da Faller número 170825)
  • "Fundações" do relevo, feito em roofmate, desbastado com x-acto para obter as formas pretendidas.
Ficam as fotos e, já sabem, fico à espera de comentários, críticas e sugestões.

domingo, 27 de junho de 2010

Mina de Enxobregas - I

Finalmente!
Circulou ontem à noite a primeira composição da Companhia da Mina de Enxobregas!
A construção revelou-se mais complicada do que eu esperava, devido, essencialmente, a burrice minha! Esqueci-me do "pequeno" pormenor de que as agulhas que estou a usar são Electrofrog, ou seja, não têm a cróxima isolada, o que é um bom por um lado (não há cortes de corrente na cróxima), mas por outro obriga a mais trabalho "eléctrico".
Assim, depois do primeiro "choque" que foi atender a esse pormenor (que se reflectiu num curto-circuito quando mudei uma das agulhas), tive que fazer alguns cortes na via (e devido isolamento), seguido da soldagem de outros tantos fios para garantir a existência de corrente em todos os pontos da via. Foi daqueles trabalhos que sendo feito logo de início teria demorado 5 minutos, assim demorou (bastante) mais!
A próxima fase será tratar do "muro de contenção" entre a via larga e a via da mina e no qual será feita a descarga das vagonetas para os vagões de via larga, seguindo-se o envelhecimento das vias.
Ficam as imagens do que está até agora e do tipo de material que irá circular pela Mina de Enxobregas.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Passatempo para enquanto se espera

Enquanto não ponho aqui mais nada sobre a "grande" Mina de Enxobregas, podem-se ir entretendo com alguns joguitos.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Maquete ou diorama?

Com o passar do tempo fui ficando com uma apreciável "colecção" de restos de placas que me enchem a casa, mas que não deito fora porque fico sempre a pensar que "pode fazer falta".
Há cerca de um ano descobri, já nem sei nem importa agora como, um site espectacular dedicado a micro e pequenos layouts, construído e mantido por Carl Arendt1. A leitura deste site provocou em mim um daqueles cliques que por vezes sinto: por que não (tentar) fazer uma coisa destas? E com esta ideia em mente veio também a resposta sobre o que fazer ao tais restos de placas.
A escolha sobre que pedaço usar não foi díficil e caiu na peça que se vê na seguinte foto, apenas  por ser esta a placa com maior área e que permite fazer qualquer coisa minimamente interessante. As dimensões são de, aproximadamente, 59 e 40 cms para os lados maiores e 17,5 e 29 para os mais pequenos.
Posto isto "só" faltava dizer o que queria/podia fazer com isto. Foi mais simples de dizer que fazer!
Entrei num processo de planeamento por tentativa e erro que resultou nos seguintes layouts todos em H0e, apresentados aqui pela sua ordem cronológica de aparecimento, tendo acabado por optar pelo quarto desta série de cinco.
Feito isto deitei mãos à obra, mas... Não gostei do que vi! Havia linha a mais para a área disponível, o que não permitiria a criação de um cenário minimamente plausível, já para não falar no "aperto" em que se tornaram algumas das curvas, principalmente a que saíria da via desviada situada do lado direito do layout.
Mais uma vez voltei para o "estirador" e resolvi adoptar aquilo que aprendi da leitura do site do Carl Arendt e criar um layout usando um desenho baseado nos esquemas de "Inglenook", com dois desvios.
Da esquerda para a direita teremos:
  • A via da mina (diagonal)
  • A via da descarga
  • A via da carga em bítola larga (não funcional, meramente decorativa e "justificativa" da instalação, representando a ligação ao "resto do Mundo")
  • Uma terceira via para "manutenção" do material e carga/descarga de outros vagões (sem ser  vagonetas)
  • A via para manobras e "entrada" na terceira via.
A parte eléctrica do layout é "complexa": um par de fios ligar-se-á aos dois carris na zona da mina (que ficará "enterrada", em túnel). As agulhas serão movidas pela "mão do Criador", sem recurso a motores.
Prometo colocar fotos à medida que os trabalhos forem avançando!

1 O site de Carl Arendt é actualizado quinzenalmente, excepto em Agosto, sendo cada quinzena dedicada a um tema específico. Para os interessados aconselho vivamente uma visita ao mesmo!

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Água e sabão

Provavelmente isto que aqui vou dizer é uma coisa muito básica para muitos modelistas, mas como descobri por mim próprio faço à mesma o relato.
Há uns anos resolvi envelhecer uns contentores da Electrotren usando tinta em pastel (esfarelada) seguido de envernizamento para selar o trabalho. Como não tinha aerógrafo ou pistola adquiri uma lata de verniz em spray.
Provavelmente por má utilização da minha parte, após secagem o verniz adquiriu uma tonalidade esbranquiçada: tinha acontecido aquilo que, segundo me disseram mais tarde, é conhecido como freezing (a ideia que dava era de geada em cima dos contentores).
Depois deste desgosto deixei ficar os contentores parados estes anos todos, até que hoje resolvi pegar neles para ver o que haveria de fazer. Passei com a unha por um deles e, surpresa!, a tal película branca saía com facilidade!
Como não me apetecia limpar os contentores todos literalmente à unha e por ter medo de riscar a tampografia dos mesmos resolvi pegar em cotonetes para ver se dava. Com algum esforço até dava!
E se lhe pusesse água? Lá fui, com a cotonete e o contentor para o lava-loiça. A coisa ia bem, mas mesmo assim...
Olhei para a frente e dei de caras com uma barra de sabão. Como achei que não havia nada a perder... E assim, lá ensaboei a cotonete. Maravilha das maravilhas! O verniz começou a sair mais facilmente.
O resto da tarde foi passado a esfregar cotonetes molhadas no sabão e nos contentores. Nalguns casos não saiu logo à primeira, mas, mesmo assim, os resultados foram suficientemente bons para repetir a operação mais uma ou duas vezes (e em dois deles até três vezes).
Os contentores não ficaram, obviamente, como estavam no início do seu "envelhecimento-fatela", mas ficaram muito melhor, tendo desaparecido aquele efeito de freezing que saltava logo à vista, mesmo que eles estivessem instalados no meio de uma maquete de terminal de contentores!
E tudo apenas com água e sabão!