sábado, 23 de janeiro de 2010

Meia manhã

Estou de facto rendido aos modelos em cartão cortado a laser. Desta vez ainda demorei menos tempo e a meia manhã que anuncio é de facto mais tempo do que aquele que eu realmente gastei para montar esta preciosidadezinha da Noch, uma cabana de jardim, daquelas usadas para arrumos.
Comecei a colar as primeiras peças seriam umas 11:00 e ao 12:00 dava por terminado o trabalho, incluindo uma ligeira patine.
Assim que poder colocarei fotos do que fiz. Para já terão que se contentar com a foto "oficial" do modelo (retirada do site da loja Comboios Eléctricos)


domingo, 10 de janeiro de 2010

2 tardes

Foi o tempo que me demorou a construir a cocheira da Noch, referência 66200, em cartão cortado a laser.
Ontem, ao príncipio da tarde, era este o seu aspecto:



Alguns minutos depois já começava a ganhar forma:















Seguiram-se os interiores

Como o interior estava demasiado "limpo" para uma cocheira, antes de fechá-la resolvi dar-lhe uma "sujadela". Para isso usei tintas em pastel, que têm o mesmo efeito que os inúmeros pigmentos para patine que se encontram à venda. Os vidros, também sujos, foram feitos com evergreen transparente de 0,4mm.


Seguiram-se as restantes peças das paredes (exterior), portões e telhado, tendo-se chegado ao que se vê na foto a seguir.


Seguiu-se mais uma aplicação de patine, pelo método já indicado, e dei a obra por concluída.


Nunca tinha montado nada em cartão, mas fiquei fã! Demorei, como disse, duas tardes.
Ou melhor em 2 meias-tardes, já que ontem comecei seriam umas 3 horas, parei para lanchar e deixar secar a cola, arrumei a tralha ainda antes do jantar e hoje recomecei sensivelmente à mesma hora de ontem, seguindo mais ou menos o mesmo "horário" de ontem.
Quanto à cocheira, pretendo usá-la não para um Köff, tal como ela foi desenhada, mas como cocheira para um tractor de via estreita (H0e).

domingo, 20 de dezembro de 2009

sábado, 5 de dezembro de 2009

Uma surpresa




O balastreiro da Sud Express. É essa a surpresa. O que me surpreendeu não foi o lançamento do modelo, anunciado há já algum tempo (e com direito à reserva de 4 referências da minha parte). A surpresa foi eu estar à espera de um modelo em plástico e vir um modelo em metal
De resto, o modelo parece-me estar muito bom e detalhado, e digo "parece-me" porque não sou daqueles que vai ao rebite ou ao milímetro (sim, já me contaram que houve quem tivesse críticado as barreiras da Próximus por estas estarem sobre ou subdimensionadas 1 mm - são 8,7 cm à escala!), mas têm o mesmo problema dos Uacs: as peças de detalhagem que já vêm instaladas têm uma certa "aversão" ao vagão e, para já, já fiquei com um volante de freio caído na caixa (tive sorte, caiu mesmo na caixa quando retirei o vagão de lá).
Outro pormenor de grande interesse: a caixa de plástico na qual o vagão vem já tem um formato a contar com carga no vagão (a qual, para quem não a queira fazer, já está à venda pela mão da própria Sud Express).

Pormenor da caixa encurvada que permite a colocaçao de carga no vagão
Em jeito de conclusão, para mim este é mais um pequeno grande modelo vindo da Sud Express, coisa a que já vamos ficando habituados.

sábado, 14 de novembro de 2009

Gabari


Aqui está um instrumento relativamente simples de fazer (pode ser usado plástico ou cartão grosso), mas que dá um jeito daqueles na hora de construir maquetes, principalmente em taludes, túneis ou zonas de estação com as suas plataformas e cais cobertos e descobertos.
Fiz o meu usando Evergreen de 1mm mas, tal como disse, pode ser usado qualquer outro material, desde que o mesmo ofereça suficiente rigidez para não nos induzir em erro quando se fazem as medições. As medidas que usei foram as constantes na norma NEM 102 (para via recta) da Morop e cujas normas podem ser acedidas gratuitamente no site desta organização.
Para evitar eventuais "desgostos" aconselho a acrescentar mais 1 mm à largura e à altura. O "P" e o "M" indicam o lado a usar para as plataformas de Passageiros e para as plataformas de Mercadorias.
O diagrama e quadro seguintes foram retirados da norma NEM102 a qual, e como já referi, se aplica apenas para vias rectas. Para vias curvas a norma a consultar é a NEM103. Para via estreita a norma é a NEM104.

A leitura deste post não substitui a leitura das normas NEM.

sábado, 5 de setembro de 2009

Levantar carril - as imagens (possíveis)

Para que não fiquem muito tempo à espera publico as imagens realmente possíveis do que era antes e do que ficou depois. Fica a faltar o "meio" da história (que cabeça a minha, pensar que tenho que fotografar, não o fazer e ainda ficar convencido de que o fiz!).

Nesta imagem vê-se o módulo 2 de Santa Eulália (lado de Elvas) numa fase mais antiga (aquelas plataformas em madeira há muito que desapareceram), mas onde se pode ver a via Roco Line com o seu balastro.
Agora, mas para o módulo 1, lado de Assumar, com o balastro já retirado e substituído pela corticite, excepto, como disse anteriormente, na agulha. Falta agora pintar a via (carril e travessas) e colocar o balastro.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Levantar carril

Pois é. Não é só na vida real que esta tarefa ocorre.
Nos últimos dias andei a levantar (literalmente) carril do módulo 1 de Santa Eulália (em termos simplistas, do lado do Assumar). Tudo isto porque usei a antiga (por já não se fabricar) via Roco balastrada, a qual revelou causar problemas no "monta e desmonta" que é a vida de um módulo Maquetren.
Assim, optei por levantar a via toda e substituir o balastro pela tradicional corticite. Exceptuam-se as agulhas nas quais a retirada do balastro Roco implicaria a destruição da mecânica da mesma. Por sorte que eu tinha optado por não colocar nenhuma delas nos topos dos módulos, pelo que não haverá balastro Roco na ligação entre módulos. A corticite usada foi a de 5mm de espessura, de forma a compensar a altura do balastro Roco ainda existente nas agulhas.
Todo este processo requereu várias confirmações, tendo a corticite sido colada após ter a certeza de que tudo batia certo e de ter efectuado algumas correções com o x-acto.
Depois de coladas as várias peças de corticite, coloquei provisoriamente a via sobre a mesma para proceder à marcação dos pontos onde iriam sair os cabos de alimentação. Esta operação serviu para que os cabos "apareçam" à superfície entre as travessas, evitando-se assim a passagem de cabos sob as travessas, situação que implicaria mais trabalho na corticite, ao ser necessário escavar trincheiras para a passagem dos cabos, sob risco da via levantar. Depois desta marcação procederam-se aos respectivos furos, tendo-se colocado os cabos necessários nos seus devidos lugares.
Após esta operação efectuou-se a montagem da via com, mais uma vez, bastantes verificações das distâncias entre as mesmas, para que no final tudo bata certo. Depois da via estar no sítio, e com o auxílio de pregos para a segurar, colocou-se cola branca na superfície da corticite, ficando a via assente dessa forma. Após secagem da cola os pregos podem ser retirados.
Segue-se agora, e para o módulo 1, a soldagem dos cabos à via, a balastragem da mesma e o envelhecimento e aplicação de patine em todo o conjunto.
Prometo colocar fotos dos trabalhos em breve!